Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas
(Mateus 5:41).
A segunda milha tem uma história fascinante. Se não tirarmos
tempo para compreender a história por trás das palavras,
perderemos o seu significado. Esta parábola baseia-se num
quadro de um país ocupado. O verbo "forçar" vem do grego,
aggareuein. O substantivo vem de uma palavra
persa, que no antigo sistema postal significava estafeta.
As estradas eram divididas em estádios cerca de um dia de
distância uns dos outros. No final de cada estádio havia
provisão de alimento, água e acomodação para o estafeta.
O costume era que qualquer cidadão e seu cavalo podiam ser
forçados a percorrer um estádio. A palavra aggareuein
representa tal alistamento compulsório. Através dos anos, a
palavra passou a indicar trabalho forçado ou fornecimento de
bens pelas pessoas de um país ocupado. As forças de ocupação
podiam exigir o serviço dos vencidos mediante a força. Na
Palestina, a qualquer instante o judeu podia ser forçado ao
serviço. Ele não tinha recurso senão cooperar e cumprir o
que lhe exigiam. .
O que Jesus parece estar dizendo é que se caminharmos a
milha que alguém nos peça, estaremos apenas cumprindo o que
é requerido de um país ocupado. Contudo, se com o fardo nas
costas indicarmos a disposição de continuar em serviço,
causaremos boa impressão nos outros com nossa disposição
amorosa. O mínimo necessário não impressiona a Jesus. Ele
-chama o seu povo para manter o fardo nas costas e
prosseguir.
Essa história tem uma implicação prática na questão do
ressentimento. Em vez de nos ressentirmos ao ser forçados ao
serviço, Jesus sugere que devemos manifestar amor prático
pela pessoa de quem nos ressentimos. Vá além das
expectativas. Dê a si mesmo além do seu limite e descobrirá
que o segundo fôlego do Espírito Santo estará infundindo
vida, energia, amor e perdão.
Pensamento do dia:
Cristo nos chama para o viver da segunda milha.
do livro "O que Deus tem de Melhor para Sua Vida" de Lloyd
John Ogilvie - Editora Vida |